I wish I were a Warhol silk screen hanging on the wall. Or little Joe or maybe Lou. I'd love to be them all. All New York's broken hearts and secrets would be mine. I'd put you on a movie reel, and that would be just fine. Ian Curtis
30.9.08


Imaginem, em pleno tsunami na Tailândia, as oito da noite o responsável máximo abre o telejornal fazendo um comunicado nacional. Passa a seguinte mensagem:

runnin through the monsoon

Sim eu sei, hei-de arder no inferno. Obrigado e boa noite.
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Não sei se alguém tem problemas com decisões, mas eu tenho. Vá, não como se tivesse medinho, apenas há umas que custam mais. Principalmente aquelas em que temos que arriscar o que já é incerto por algo ainda mais incerto.

Dirão alguns:

- Então, mas assim ainda é mais fácil. Se não tens nada podes sempre trocar por outro nada!”

Pois, mas não é bem assim. Agora ainda tenho algo. Tenho um escritório onde trabalho, apesar de ser mal remunerado, se é que se pode chamar remuneração, e onde vou aprendendo, muito à custa do meu trabalho e esforço. E este é o conforto actual. Arriscar tudo isto por nada, parece-me a mim uma decisão um pouco difícil. Até porque é largar por continuar a minha formação numa pós e cursos de línguas enquanto procuro outro local de labuta.

Não é fácil não. Pelo menos para mim.
link do post Eu e o meu Ego, às 11:41  ver comentários (1) comentar

Já tinha dito por aí que no local de labuta são apenas pessoas do sexo feminino que trabalham comigo.

Novidade: chegou mais uma!

Outra novidade: vai chegar mais outra para a semana!

Ena que tão contente eu estou. Ok, vamos lá a esclarecer, mais uma vez as coisas. Eu gosto de mulheres. E até simpatizo com as minhas colegas. Ouso mesmo dizer que há pelo menos duas que acho que são minhas amigas. O que é complicado, mas COMPLICADO é trabalhar única e exclusivamente com mulheres. È atrofiante.

Mas não é isso que me leva a expor mais uma vez a situação vivida no local de labuta. Houve umas semanas que andei constipado. Não tinha capacidade olfactiva, no fundo. Ora ontem a coisa “desentupiu-se” e recuperei o meu olfacto e… A nova colega cheira mal.

Pois é. Um cheiro estranho. A Bafio ou algo do género, não faço ideia. Sei que a coisa se vai introduzindo nas nossas narinas muito calmamente, vai chegando ao cérebro e quando damos por nós a cabeça lateja com dores. È que o raio do cheiro não é muito forte. Mas que é poderoso, lá isso é.


A que entra para a semana por mim até pode usar Chanel n.º 5, que sempre é melhor.
link do post Eu e o meu Ego, às 11:41  comentar

29.9.08
CUM CARALHO!

Assim mesmo, com todas as letras. Por mais que as coisas avancem eu hei-de sempre de arranjar forma, e maior parte das vezes involuntariamente, de dar um passo atrás. Atenção. Um ENORME passo atrás.

Tenho que arranjar forma de dar uma volta a isto.

CUM CARALHO!
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26.9.08
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25.9.08


Insistem em abrir-me a persiana quando tudo o que me apetece é continuar deitado...
link do post Eu e o meu Ego, às 20:55  comentar



Calma, Calma...
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24.9.08


Amanhã vou passear por ali
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http://blitz.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&m=6&fokey=bz.stories/33179
Não concordo com tudo, mas que fique registado que não sou o único a não morrer de amores pela senhora. Se bem que ele, ao que aprece, tolera-a mais que eu.
link do post Eu e o meu Ego, às 15:33  comentar

21.9.08
Depois de dois dias em “house arrest” decretada pela Juíza Gripe na sequência da detenção em flagrante delito pela Sr.ª Agente Constipação, volto à vida. Ainda com mazelas, é certo, mas a liberdade é sempre a liberdade.
Nestes dias, assisti a uma série, mais uma (!), que gira à volta de umas quantas amigas, em NY, lá está, bem sucedidas, e o que o plot é basicamente as suas vidas, as lutas na labuta diária, a sua vida sexual (porque não?) e a relação com as amigas.
A lista destas séries é extensa. Mas para completar a coisa, descubro na net incontáveis blogs que parecem escritos em homenagem a estas séries ou por uma das personagens. As autoras parecem relatar as suas vidas como se de uma série se tratasse.
Ok. Uma lacuna? Então e sobre e para os homens? A pensar nisso, resolvi arregaçar as mangas.
Começarei a retratar a vida que me rodeia e dos meus amigos. Com algumas diferenças:
- Somos 3, invés de normalmente 5;
- A acção passa-se na nossa muito cosmopolita Lisboa, e não em NY.
E pronto, são somente estas as diferenças. Apresento os personagens:
- Um de nós é um advogado de sucesso, veste bons fatos e é um bom vivant, apreciador das coisas boas, e luxuosas da vida;
- Um outro é um editor de uma editora que colecciona aclamadas publicações de livros de culto, presença assídua em todos os grandes acontecimentos culturais mas “que apenas valham a pena”, tem um estilo casual chiq;
- Um outro é um designer de referência, um criativo de inegável génio que se esconde por detrás dos seus óculos de massa, criador das grandes campanhas das maiores marcas.

...

Ok, não somos nada disto. Na verdade estamos bem longe. Cada um trabalha bem longe dos outros, a reunião acontece, e quando acontece, nos sábados que nos reunimos para um copo e, não, não há conversa que seja digna de registo.
Foi apenas uma tentativa.

14h 55m
link do post Eu e o meu Ego, às 14:47  comentar

16.9.08

Já todos ouvimos, eu sei que já, expressões de como as gajas são umas cabras, que não sabem trabalhar em conjunto e essas coisas todas.

Pois é, não vou estar por aqui com essas considerações. Eu vejo-as interagir umas com as outras. Sou o único estagiário, estagiáriO. Depois há as estagiáriAS e as advogadAS. No género masculino só os sócios e um advogado.

Devido a questões logísticas, de espaço e tudo o mais que se lembrarem, não estamos todos no mesmo espaço. Eu estou só com mulheres. Sim, depois dos “ena cá bom, ganda sorte a tua” e mais as tretas que nos lembramos sempre que alguém diz isso começamos a pensar e o que nos vem à cabeça é:

- Mas que merda me foi acontecer? Como eu me vou safar desta?

Eu, após uma dura aprendizagem, vulgo sobrevivência, tenho a solução:

a) Não falem
b) Não opinem
c) Não olhem para nada que não seja o ecrã do Pc
d) Não sejam os confidentes

Sigam estas regras e serão felizes.

14h 44m
link do post Eu e o meu Ego, às 14:43  comentar


Já foi há mais de 24 horas. Falo do concerto da Grande artista. A inacreditável. A Madona. Não, não sou fã. Não, não fui.

Aqui no estaleiro jurídico – designação do momento para designar o local de labuta – foram várias as pessoas que foram. Logo, o tema de conversa de ontem era o concerto que (ninguém) viu. Sim, estiveram lá mas as condições não foram as melhores para o visionamento.

Ora, o que eu não percebo nem são as queixas. O que não percebo MESMO é terem a idolatrarem a pessoa. Grande artista? Onde as coisas já vão… A senhora não tem voz, não sabe ou não tem um talento especial para a dança (faz o que qualquer pessoa com o bom coreografo faria), as músicas são banais nenhuma ficará para a história, tem braços uber musculados parece um homem. Já para não falar nos albúns que insiste em lançar não tem nada de inovador, estão, talvez, um pouco à frente das tendências mas não desbrava novos caminhos, não mostra uma nova direcção da música.

Já sei estou com inveja, dor de cotovelo por não ter ido. Não digam parvoíces. Gostava de ir sim, mas isso porque ele é um espectáculo, falo do show que a senhora monta. Isso sim, é pop grandiosa. Mas para boa pop espero sentadinho para que os ”meus” Death Cab decidam vir a Portugal. Porque ter ido e não ter visto um cu, ou isso se calhar tinha visto nem que fosse o das pessoas à minha frente, como a grande maioria das pessoas que foi, está quieto ò Quim (grande frase popular).

Mas vá, claro que, e voltando à senhora, há coisas positivas. Há sim senhor. Dizem que são 50 anos? Pois bem, está bem conservada – ainda que há mulheres que com aquela idade bem melhores ou mais bonitas, exemplos: em espantosa boa forma a Demi Moore, uma mulher lindíssima apesar da sua idade e um exemplo de saber envelhecer com classe e elegância a Helena Isabel – e…. Pois é, não vejo mais nenhuns.

Obrigada e boa tarde.


14h 33m
link do post Eu e o meu Ego, às 14:32  comentar

10.9.08

Momento de sossego do dia: após o almoço ir à bomba comprar o jornal e refastelar-me na sala de reuniões (que nos dias que correm é o meu poiso de trabalho) de janela aberta para deixar entrar o solo e beber um café.

Tempo escasso. Não demora a chegar o resto dos habitantes. Ainda assim soube-me pela vida a pausa. Até porque estive sozinho. A neura não me faz boa companhia nem me faz querer companhia. Exceptuando aquela e única.

As implicações à barba que teimo em deixar que me emoldure a cara persistem. Não ligo. Para quê? Duas ordens de razões se impõem: a cara é minha e dá trabalho de manhã. Pronto. Resolução tomada e definitiva.

Ainda a respeito do local onde trabalho. Ou melhor, uma queixa pedante e prepotente. Não há cafés. Quero com isto dizer, cafés de jeito, com classe e de nível. O melhor aqui das redondezas ainda é longe – vá 3/2 km – no centro da cidade numa praça que tem o seu quê de pitoresco. A outra queixa é a não haver um centro comercial digno. A minha antipatia por estes “centros” é tão grande quanto a minha dependência. É lá que estão as melhores lojas e os melhores cinemas (olhando para o panorama nacional ouso dizer que é de todo que eles lá estão em sistema de exclusividade quase). Lojas nem vê-las, pelos menos aquela que dão um gozo prazenteiro de olhar só para a montra. Cinemas, que se faça alguma justiça: 6 salas que passam os filmes de cartaz. Ah, mas pretendem cinema cultural? Aluguem o dvd, quando sair.

16h 11m
link do post Eu e o meu Ego, às 16:13  ver comentários (1) comentar

9.9.08
O regresso de férias ao escritório. No segundo dia, porque o primeiro é traumático demais para sequer pensar em escrever. No segundo o estado de choque já domina toda a morfologia do nosso corpo.
Claro, é bom (re)ver algumas, somente algumas, das pessoas que trabalham connosco. Mas logo após o café matinal, o folhear despretensioso do jornal começa a enxurrada de trabalho: uma sociedade para constituir, fazer os estatutos, investigar isto, parecer sobre aquilo, atenção ao prazo, chega uma notificação. Ufa, fico cansado só de pensar. Não pela acumulação de trabalho. Isso, até à data, não me atrapalha. Sou organizado para ter o que fazer precisamente em cada dia. Mas a abundância quando se regressa é demais.
Portanto, é claro que a neura e o mau humor foi algo que me acompanhou o dia todo. Hoje ainda se mantém, mas já estou meio conformado.
Para compor ainda mais, e de certa forma melhor, o ramalhete fiquei a saber que próxima quinta-feira haverá reunião de escritório. Sentamo-nos todos, em que esses mesmos todos observam os restantes e vai se falando. Em todo o caso cheira-me que esta trás alguma estória por detrás.

17h 05m
link do post Eu e o meu Ego, às 17:08  comentar

7.9.08
O verão para mim não tem qualquer significado se não passar pela tradicional festa das vindimas. A corriqueira festarola de aldeia onde o novo e o velho se juntam, onde o caricato e o burguês se encontram, juntam e bebem um copo – de moscatel.
Perdi a conta de já a quantas fui. Certamente menos que a minha idade, mas como grande parte da minha vida vivi na própria localidade em si onde se realiza a aclamada festividade, e agora moro a uns meros quilómetros da coisa, faço por não faltar a nenhuma.
Onde outrora eram 5 dias dedicados à folia, bebedeiras, engates e noites longas, agora a coisa reduz-se a 2 ou 3 dias. E isto porque as festividades apanham um fim de semana. Os tempos não são aqueles e são agora outros. Mais chatos, trabalhosos - com tudo o que isso implica – e aborrecidos.
Ainda assim, reencontram-se pessoas que todos os anos se vêm exactamente no mesmo sítio. Discussões antigas surgem, esquerda e direita: o mercado devia ser livre ou devia o Estado controlar certos preços? A amizade, essa é eterna.


18H 50m
link do post Eu e o meu Ego, às 18:48  comentar

 
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