I wish I were a Warhol silk screen hanging on the wall. Or little Joe or maybe Lou. I'd love to be them all. All New York's broken hearts and secrets would be mine. I'd put you on a movie reel, and that would be just fine. Ian Curtis
16.1.09

Aqui há uns dias passei por uma operação stop. Não daquelas banais à beira da estrada militada por um ou dois solitários agentes da GNR. Não, esta era daquelas a sério. Grande. Começava na auto-estrada, onde as vias eram cortadas obrigando-nos a passar pela área de serviço. Aí éramos recebidos por imponentes agentes de farda azul e convenientemente acompanhados por metralhadora. Carros e mais carros, da polícia e os outros, luzes e mais luzes. E aquelas armas ali a olharem para nós.

Na primeira saída, a que utilizei, lá estavam eles novamente. Olhar furioso e arma em riste. Mas agora também tinham cães como companhia. Há que confessar, impunham respeito. Algum temor até. Uma autêntica operação de lavagem da cidade de malfeitores e meliantes.

Mas disse passei. Pois, passei livre e descansado. Porque se parei, e fi-lo, foi para abrir a janela e perguntar:

- Boa noite, é para parar?

- Não, siga, siga.

Paravam todos. Tudo o que era carro, e figuras afins, eram mandados parar. A mim enxotaram-me que nem um animal. Será que o meu veículo não era digno? Será que tenho cara de pessoa cumpridora e zelosa da lei? Não sei. Mas vou confessar uma coisa: Naquela noite tinha emborcado meia garrafa de absinto, levava na mala do carro um cadáver em putrefacção e 7 kilos de branquinha colombiana. Sou ou não sou um sortudo?

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