I wish I were a Warhol silk screen hanging on the wall. Or little Joe or maybe Lou. I'd love to be them all. All New York's broken hearts and secrets would be mine. I'd put you on a movie reel, and that would be just fine. Ian Curtis
11.10.08
Em baixo a listo meus filmes preferidos. As regras da lista estão aqui. Não é um top 10, Mas uma vez que as regras são minhas posso-as quebrar como bem entender.



Quando vi este filme não estava habituado aquela forma de olhar para um filme. Para mim, na altura, um filme era uma história que se desenrolava. Mas a par da realização, digamos alternativa, foram os diálogos, as personagens que me seduziram por completo e me tornaram um fan do Sr. Quentin. São inesquecíveis as cenas do roubo no restaurante, a discussão sobre os hambúrgueres e, principalmente, a dança entre o Travolta e a Uma. Ainda hoje não sei se eles estão a dançar convenientemente ou estão simplesmente a fazer figura de parolos. É que convenhamos, estamos a falar do Travolta do Grease.

P.S. : durante muito tempo queria começar a ter barba para ter umas patilhas como Jules Winnfield. Enfim, a adolescência é uma coisa lixada.


O que há para dizer sobre este filme? Mais uma vez as personagens e aqueles cenários cativaram e hoje é um dos meus filmes de referência. E no fundo também porque é uma história de amor muito própria, fugindo dos cânones tradicionais. Mostra a fragilidade do ser humano ao mesmo tempo que catapultou o Johnny Deep como um dos maiores da sua geração.


O filme da minha infância. A cena em que todos vão nas suas bicicletas é fantástica. Uma história comovente e realmente inspiradora. Valores como a amizade e a luta pela mesma estão presentes ao longo do filme. Alias, para mim, e agora com a devida distância do primeiro visionamento, esse é realmente o tom do filme. A amizade, como ela se desenvolveu entre duas, hunnn, espécies tão diferentes e sem qualquer conhecimento uma da outra. Um filme de referência.

Crianças a actuar aos gritos? Ok, dito assim tudo indica que o filme seria mau. Mas não. O filme é bestial. Um grupo de amigos, uma aventura perigosa e piratas. Os ingredientes para um filme com um target muito específico mas que foi rapidamente extrapolado. Durante imenso tempo quis ter o meu grupo de amigos à semelhança dos “Goonies never say die”, embarcar em aventuras e sairmos vitoriosos. Sim, depois acordei. Mas o filme acompanha um grupo de amigos de várias idades, com os seus dramas existênciais próprias de casa idade, na busca da aventura das suas vidas.


Filme sobre o fantástico, o poder da imaginação e o desejo de vida de uma criança. É soberbo o filme. Alias, para mim, é arrebatador. No fundo, retrata, a vários níveis, a luta pela sobrevivência visto de vários prismas. Da menina que se vê naquele mundo isolada de tudo e todos e rodeada de violência, das criaturas mágicas que necessitam da menina para continuar a sua existência, dos rebeldes como dos franquistas que lutam por uma causa. Por vezes a violência choca. Nem que seja porque é bastante crua e o filme, no geral, não é violente nesse aspecto. Ainda assim, cabe-me fazer uma única crítica: por vezes o filme cai um pouco no maniqueísmo.



O filme é cru, bruto e duro. Vingança, amor na forma mais pura, de pais para filhos, e um grupo de amigos que com o tempo se foram afastando uns dos outros bem como tomando caminhos opostos. A premissa: até onde se ia para vingar a morte de um filho? Um segredo de infância pode arruinar um futuro?

Filmado sem grandes “paninhos quentes” e com o Sr. Sean Pean a tomar conta, com todo o mérito, do ecrã.



Violência, música clássica e fatos de bom corte nunca combinaram tão bem até que Stanley Kubrick se lembrou de os juntar todos num mesmo filme. Retrata a violência na sociedade, a alienação e, de certa forma e na minha muito pessoal interpretação, até que ponto a violência é inata no ser humano. Como curiosidade, conheço várias pessoas que não conseguiram ver o filme.

Porque é que este filme é um dos eleitos não é fácil explicar. Bem, a interpretação Edward Norton enche o ecrã, é verdade, mas há uma beleza crua no filme. Como as escolhas que fazemos, que se tornam ideais e de repente, e sempre da forma mais dolorosa, uma epifania nos alerta que andamos a combater por causas erradas. De certa forma aborda a redenção de um homem. Quando vi o filme na primeira vez perguntei para mim mesmo: "porque é que ele teve de morrer?"

O melhor filme de guerra de sempre. Sem sombra de dúvidas. A guerra na sua crua realidade. As consequências e as angústias de quem é obrigado a viver naquele mundo. Um filme que nos absorve desde o início até ao fim. E teve o privilégio de mostrar ao mundo um naipe de actores de grande classe.

Dois grandes actores e um dos géneros mais antigos do cinema, o western. Fantástico. Um filme que me fez gostar dos maus da fita que, ops, neste são os bons. A rebeldia dos “maus” que os torna bons mas não chega para serem anti-heróis. Um grande filme com o senhor Paul Newman acompanhado do não menos fantástico Robert Redford.

Um filme de culto soberbo. A história mesmo propriamente dita é de difícil explicação, talvez porque até o realizador quando questionado sobre o que é filme ele não sabe responder. Mas é um conjunto de factores que nos fazem olhar para o filme, questioná-lo e, no fim, adora-lo. De realçar a fantástica banda sonora.
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