I wish I were a Warhol silk screen hanging on the wall. Or little Joe or maybe Lou. I'd love to be them all. All New York's broken hearts and secrets would be mine. I'd put you on a movie reel, and that would be just fine. Ian Curtis
10.11.08
Sempre me intrigou. A sério. Mas antes: acredito piamente que sempre que alguém escreve algum livro está lá qualquer coisa do autor. Pode estar muito escondidinho. Mas está.

Mas o que sempre me intrigou foram os temas. Como é que um autor escolhe os temas, o mote dos seus livros. Todos os autores têm uma linha, um padrão. Como é que é isso. Nasce simplesmente à primeira palavra. Uns escolheram a dor. Outro as relações. E ainda há uns outros que escolheram a vida. Simples, desinteressante, corriqueira, banal. A vida simplesmente.

E como escrevem. Será que cada livro tem a sua banda sonora? Qual o filme que lhes passa na cabeça à medida que disparam cada palavra, cimentam cada linha, elevam cada parágrafo? Imagino que posso ser um espectador desse filme. As cenas, duras e cruas. Tal como imaginadas pelo seu autor. Adensadas pela banda sonora que idealizaram.
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Lentamente. Muito devagarinho. Foi assim que a coisa começou. Hoje é à descarada. Sem vergonha mesmo. Nós, homens, fomos afastados. Atirados para o lado. Elas ganharam. Venceram as mulheres.

Onde isso é visível? Nas lojas. Há já algumas que têm sofás. Achas que são para quê? Para elas se sentarem enquanto recuperam o fôlego? Não. Não se iludam. É para nós homens. Para esperarmos com os sacos de anteriores compras ao lado. Quando não há sofás é ver os homens à porta das lojas esperando pacientemente – ou impacientemente apesar de apenas alguns o admitirem – pelas suas respectivas. Dantes podiam fumar. Agora nem isso. Olham-se com ares cúmplices.

Mas isso bastou? Claro que não. Para a vitória ser mais completa tiveram que nos atirar para um canto. Literalmente. Quantas e quantas lojas, que têm secção de mulher e homem, não atribuem à colecção de homem um mísero canto. Ou uma parede - quando não é metade de uma. Se for um espaço aparte tem a dimensão dos provadores das mulheres. Estes levam mais mulheres que os homens nas suas secções. Onde se penduram meia dúzia de calças, de camisas e camisolas. Mas não acham que temos direitos? Não temos direito a uma camisinha branca, preta amarela, que raio seja? Até cor-de-rosa. Há uns que gostam.

A solução acaba por ser as lojas destinadas ao público-alvo denominado por “Cristiano Ronaldos”. Mas isso, meus amigos, é outra história.
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