I wish I were a Warhol silk screen hanging on the wall. Or little Joe or maybe Lou. I'd love to be them all. All New York's broken hearts and secrets would be mine. I'd put you on a movie reel, and that would be just fine. Ian Curtis
16.2.09

Fui a semana passada ver “Os Produtores”. Não, não fui no dia em que estriou. Não que isso interessa, porque, o que conta, é que fui. Podia falar do espectáculo que se passo em cima do palco? Podia, sim senhor. Podia dizer se foi bom e se gostei? Podia, sim senhor. Vou fazê-lo? Não, não vou.

Porque o espectáculo que ninguém falou foi aquele que se passou nas cadeirinhas onde se assistia tranquilamente ao que entusiasticamente se passava em cima do palco ou aquele que se passou no intervalo junto do bar.

Fui giro. Ver e ser visto, assim era o guião da coisa. Cada um falava mais alto com a pretensão de chamar a sim os olhares presentes. Cada um dizia de forma a que o vizinho ouvisse o que estava a achar até então do espectáculo.

Muitos, peço perdão, muitas diziam o quão mal estava a Rita pereira. Que não sabia dançar, não sabia cantar. Vá, coitada, deixem-na em paz, fez o que pode e o que conseguiu. Não gostaram? Obrigada e boa tarde.

Quanto a mim, pois é, também lá andava. Sonsice, eu sei.
link do post Eu e o meu Ego, às 20:34  comentar

Algures durante o fim-de-semana, durante mais um daqueles cafés, distribuídos pela mesa estavam equitativamente tantos rapazes como raparigas. Não interessa tanto o que estava sobre a mesa, mas sim o assunto. Ainda que mais fútil que aquilo não acho que fosse possível. Mas penso que ao fim de tarde, quando a prazenteira pausa de dois dias da semana chega ao fim, ninguém está com paciência para discutir Kant ou Descartes. Voltando ao que interessa, falava-se de roupa e lojas.

As dignas representantes do sexo feminino alegavam que para elas é o cabo das tormentas decidirem-se pelo que vestir todas as manhãs - ou todas as noites pois há umas que de noites antecipam essa ginástica mental. Os dignos representes do sexo masculino contrapunham que isso se devia ao imenso mundo de possibilidades.

Ora, cada uma das visões estão certas. Para eles, nós, a coisa reduz-se a um fato. Tremendamente simples. Tão simples que parece que voltamos ao infantário. Aquilo não passa de uma farda. Uns melhores, mais caros, mais assertoados (o que eu aprendi, fantástico, outros sem qualquer noção das medidas, mas a fim ao cabo todos são fatos. Como no infantário, não passavam de bides.

Para não falar da chachada que é quando há que renovar alguma coisa. Uma coisa para elas, pode se rumas calças – não vou falar sequer dos sapatos – uma camisola, e voilá, estão lindas, maravilhas e, o que se pretendia, diferentes. Um fato é mais chato de renovar. Ou, como exponha um amigo meu, há por vezes que fazer a difícil escolha, adianto já que não percebi onde queria ele chegar, entre um ou dois pares de calçar para ir com determinado blazer ou um fato completo.

A minha conclusão é tão simples que roça o embaraçoso, a guerra dos sexos vai sendo ganha por elas nesta matéria. Mais? Não sei. Talvez no próximo fim-de-semana haja mais.
link do post Eu e o meu Ego, às 20:33  comentar

 
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