I wish I were a Warhol silk screen hanging on the wall. Or little Joe or maybe Lou. I'd love to be them all. All New York's broken hearts and secrets would be mine. I'd put you on a movie reel, and that would be just fine. Ian Curtis
11.5.10
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E depois vi-te. Assim, sem mais. Podia começar de um outro modo, mas seria mentir. Vi-te, foi quanto bastou. Não sei dizer o quê, ou sequer porquê. Vi-te. Será a palavra que mais irei utilizar, porque foi isso, vi-te.

O teu olhar emoldurado pelo cabelo que te caia realçando o rosto. Não sei se olhavas para mim, mas na minha direcção olhavas. A tez morena, o cabelo, o andar elegante, os gestos subtis. E vi-te. Foi isso que vi, sim. Mas mais. Não sei o que é esse mais. Sentes o que sentes sem saber o que é, o que foi ou o que será. Sabes que sentes. E porque viste alguém. Como eu te vi.

O vestido que trazias deixava transparecer a tua elegância. A inspiração dos anos 60 denotava a delicadeza que colocavas em cada passo. Foi o que vi. Foi o que registei. O tempo entretanto passou, mas recordo. Gravei o que senti e trago comigo.

E foi assim, vi-te e trouxe-te comigo.
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10.5.10
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O palavrão é dito de formas e formas. E aqui me confesso: não gosto de ouvir uma mulher dizer um palavrão. E esta é a regra. A minha regra. Mas sejamos claros, como regra há a excepção. E a excepção é casuística e bem analisada. É que há mulheres que sabem dizer o bem dito palavrão e não lhes fica mal.

Mas isto é uma coisa que é transversal. Aplica-se a todos, mas por ordem de cariz mais pessoal, falo das mulheres. Aliás, digo-o com algum embaraço, sou pessoa para que quando uma mulher saiba bem dizer um "fodasse" (entre outros) de quando em quando, despertar em mim um certo interesse.

No fundo, visto a coisa desprovida de todo e qualquer sinal emotivo, é a força da palavra. A palavra ganha força na boca de quem a diz, e cativa quem a ouve.
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Estou a ler mais uma vez.
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Somerset Maugham: "Men play the game; women know the score". A frase destinam-se à contestação do que os meus companheiros do sexo masculino perfilharam ontem pelo recinto do Estoril Open. As meninas que faziam honras de hospedeiras das várias bancas de patrocinadores eram giras que se farta. Verdade com a qual concordo. Sucede que havia uns garfanhões se aventuravam em frases mais ou menos espirituosas na procura vã de se fazerem notar. Não sei se elas achavam piada. De facto não sei, mas a verdade é que não lograram receber mais do que uns olhares de superioridade ou arrogância. Mas acho que eles ficavam contentes, porque era vê-los a rirem-se.

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Pois é, vamos lá embora que ainda restam cinco dias até ao próximo descanso. Não sem antes dar um lamiré. Não sei como terá sido o fim-de-semana de muita gente mas o meu envolveu álcool, festa, divertimento, muito, e muita alegria - credo, pareço sei lá o quê.
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7.5.10
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Último dia da semana e simultaneamente o mais longo. Começa, como todos os outros dias, as oito e meia da manhã e termina, apenas hoje, as cinco e meia onde largo os fundos e me dedico à pós em fiscal que durará até as vinte e duas.

Amanhã o dia começa um pouco mais tarde, as nove onde volto ao fiscal que me manterá ocupado até à uma. A partir daí será despachar-me e seguir para a Ericeira onde tenho um casamento de um ex-colega de faculdade. Promete, pelo menos, ser um dia, ou tarde, bem passado. Sem grandes estragos, espero.

Para o dia seguinte tenho ali a minha entrada para o Estoril Open. Almoço no recinto e final comigo. Porreiro era mesmo ver o Gil Vs Federer.

Assim são os meus planos para os próximos dois dias. Ou três se incluirmos o que está agora a decorrer.
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6.5.10
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Eu uso óculos. E não gosto. Principalmente agora que os dias ficam mais
claros - vulgo mais quentes e luminosos - e é chato como o raio andar a
trocar de óculos o tempo todo. Pelo que me limito a andar a piscar muitas
vezes os olhos - ainda que acredite, ingénuo eu sei - que fique com um ar
cool e blasé.

Eu ando com um pasta atrás. E não gosto. Mas lá vai uma data de coisas
essenciais ao meu dia, ou que eu considero essenciais. Tenho procurado algo
para a substituir. Assim... nem sei.

Eu por vezes tenho de almoçar no escritório. E não gosto. Acho que está tudo
dito.

Eu as vezes tenho de fazer telefonemas de circunstância. E não gosto. Alías,
acho que ninguém gosta. Acho que é uma daquelas coisas do tem de ser e tem
muita força. Raios parta com isso tudo.


Eu bebo vários cafés durante o dia. E gosto. Não há só coisas más, então?

Eu tenho vários livros para ler em stand by. E não gosto disso.

Enfim, são coisas
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Agora que se aproxima a hora, vamos jantar?
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Uma trunfa enorme. Desgrenhada. Abundante. Assim é o alto da minha pinha, ou seja o meu cabelo. É farto e forte. E já necessita de um corte. A isto se junta, por mera coincidência a conversa matinal com um amigo meu enquanto tomávamos o café diário antes da labuta.

Contava-me esse amigo que também ele tinha de cortar o cabelo. Dizia ele que tinha de marcar a ida a um cabeleireiro/barbeiro. Parece que ele gosta de ir a sítios onde não só corta o cabelo como, ao que parece, lhe fazem uma massagem. Óptimo. Fico contente por ele. Sucede que eu sou mais adepto do DIY. Sou eu que me ocupo dessas matérias, e corto o meu próprio cabelo. E não, não me limito a passar a máquina pela pinha.

A coisa é feita com cuidado, tesoura e máquina. Se fica desigual? As vezes, mas não me importo e até gosto. Já sou de direito para andar sempre direitinho (ok, piadola muito fraquinha....)
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O amor é fodido. Escreveu Miguel Esteves Cardoso. Mas não. Fodido é não amar. Claro que se sofre quando se ama. Vive-se, por vezes, com a alma na boca, como um vómito que insiste em azedar-nos a boca. Mas não. Realmente fodido é não amarmos.


Claro que, quando amamos, há uma transferência de preocupação para outra pessoa e isso angustia-nos. Como bichos egoístas que somos estamos habituados a preocuparmo-nos apenas connosco. Dá-nos suores frios umas vezes e risos descontrolados noutras. Mas não. Realmente fodido é não amarmos.


E há que esclarecer desde logo: amar não é estar apaixonado. Amor não é paixão. Por muito que as coisas possam estar ligadas, não são a mesma coisa.

Paixão mata-nos por dentro, consome-nos. Embrutece-nos. Somos uns tontos, uns fantoches da paixão que vive em nós. Alias, é ela que vive, porque nós morremos às suas mãos cadavéricas. É uma violência.

O amor não. É a calma depois da tempestade. É a onda leve, certa e perfeita que dá à costa. É a imensidão de nós próprios revistos no outro. É racional. Por mais que custe aos puristas da coisa, aos poetas, aos loucos e aos imbecis, é racional. É incompreensível porquê aquele outro. Mas percebemos que é amor e aproveitamos ao máximo o que isso nos dá, oferece e nos gratifica. Sem nada pedir em troca. Sem exigir a nossa vida, os nossos dias.


Por isso, fodido é não amar. Quem não ama não sente. E quem não sente não vive. Já a paixão é morte. A nossa e a de quem nos rodeia. É a obsessão. E esta é intransigente. Rói-nos a vida ao bater de cada dia, rindo-se descaradamente da nossa cara.
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Numa destas tardes, de café pós-laboral, a conversa corria animada. Os temas vários e amplos. Até chegarmos à afirmação que se segue:

- Gostar de alguém é fazer uma cassete com as nossas músicas e ouvi-la até á exaustão. Das músicas e da cassete. Que se estragou com o uso.
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Conheci pela segunda vez uma pessoa que se diz anarco-sindicalista. A primeira pessoa foi o meu avô. Foi há anos a nossa primeira conversa sobre o tema. Adorava perder-me nos seus livros. Antigos. Com cheiro de várias leituras. Os seus livros.

As discussões eram habituais. Chamava-me beato, apenas para me irritar. Qual miúdo pequeno. Mas eu Adorava as discussões. Ajudaram a construir a minha identidade política. Tinha de me esmerar, quando petiz, para contrariar os seus argumentos.

O meu avô. Procurou ensinar-me o Esperanto. Revelei-me um péssimo aluno. Porque havia eu de aprender uma língua morta. Uma língua que existiu somente na cabeça de uns quantos.

O meu avô. As histórias de quando procurou fugir clandestino num barco rumo a França. Ganhei respeito por causas, que não as minhas, defendidas com convicção.

A prova de que pessoas com ideais e posições diferentes se podem respeitar e admirar. O meu avô.
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5.5.10
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Eu acho agradável. Por vezes um pouco sozinho, mas não me queixo. No verão dou festas no meu front porch sempre com música muito agradável e bebida de acordo com os compinchas que me fazem companhia.
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Há pessoal que faz listas de "things to Buy". A minha é muito simples. Não é, no entanto de "to buy". É simplesmente querer.

Quero uma destas aí de cima e utilizar como meio de transporte para o trabalho e para uma dessas quaisquer praias. E lá vou eu contente e feliz da vida a ouvir musiquinha com os meus Wayfarer. Ok, a parte dos óculos, à laiva de já poder irritar, podem ficar de lado. Mas da minha "amiga vespinha" é que não abdico.

Obrigado e boa tarde.
link do post Eu e o meu Ego, às 14:02  comentar

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A ouvir em repeat sem descanso no Ipod

(um dia, e a respeito do posto do meu atraso, cheguei atrasado porque voltei para trás uma vez que me tinha esquecido dos phones)
link do post Eu e o meu Ego, às 13:56  comentar

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Detesto crescer. Não é tanto fazer anos - mera coincidência estar a duas semanas dos 28 - mas crescer, perder, ou supostamente perder, ou, ainda, ser como que obrigatório perder a ingenuidade de quando somos mais novos. Deixar de poder simplesmente de jogar à bola na rua simplesmente porque me apetece - ainda hoje, na minha rua, se os miúdos estiverem a jogar fico a vê-los com pena de não me juntar - ou de andar de bicicleta pela rua feito louco. Tenho pena. Detesto crescer.

Mas é inevitável. Claro que há as coisas boas. Mas, há sempre um mas. Cresci, continuo, tirei o meu curso e faço aquilo que, felizmente, gosto depois de ter experimentado outras coisas. Uso fato todos os dias. Símbolo, para mim de ter chegado, efectivamente, à "adultidade". Então agarro-me a tudo o que posso. Não faço a barba. Aparo-a. Apesar de usar fato, e até gosto de um bom fatinho, uso um relógio digital, sendo que acho que me dá um ar cool mas no fundo devo ficar totó. Não uso mocassins porque me faz lembrar sapatos à pai. Oiço música que mais ninguém ouve, aqui no local de labuta entenda-se. Se for necessário tiro dias de férias para ir aos festivais quando toda a gente, aqui no local de labuta, tira férias para destinos paradisíacos com praia e afins.

Enfim, nostalgia é uma coisa lixada.
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Pois, hoje cheguei atrasado. Nada de mais, não acontece assim com frequência. Não me digam nunca chegaram um pouco depois da hora.

Mas a questão é a razão pela qual cheguei atrasado e, ao que tudo indica, deu azo a gargalhadas aqui no local de labuta bem como acharem que estava a mentir - dizem, que como sou jurista, é a minha função. Vamos lá então: o portão de casa não abria. Avariou-se. E a minha reacção, à pacóvio mesmo, foi sair do carro e apontar directamente o comando para o dispositivo. Nada. Fui buscar outro comando. Nada. Bem, restava a chave para desbloquear a coisa. Mas onde andava ela? Um bom bocado até dar com a dita.

Até aqui tudo normal, são coisas que acontecem, e de facto aconteceu. Todavia decidi expor que já me tinha acontecido uma vez. E dessa outra vez, o portão avariou devido a uma lesma electrocutada. Verdade verdadinha.

Pronto, foi isso.
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3.5.10
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Tenho um problema com o colocar música, e músicas individuais, no Ipod. Não é para mim. Acho sempre que fica como que meio bipolar ou esquizofrénico. Não consigo conceber para mim que um momento estou a ouvir Joy Division, para de seguida Machine Head. Num momento estou a ouvir Deftones e de seguida Florence and the Machine.

Mas isto, lá está, sou eu. Para mim os Cd's são corridos. Pelo que mesmo aqueles em que têm uma só música que goste, não entram no meu Ipod. Quando quiser ouvir a música oiço. Sem compromissos. Um exemplo disso mesmo é os Peral Jam - sacrilégio para muitos - mas não lhes dou muito crédito. Não gosto, pronto. Mas adoro a Black, uma das minhas músicas preferidas - estranho, não?! Acontece que a música jamais entrou no meu leitor de mp3.

Enfim, são coisas
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