I wish I were a Warhol silk screen hanging on the wall. Or little Joe or maybe Lou. I'd love to be them all. All New York's broken hearts and secrets would be mine. I'd put you on a movie reel, and that would be just fine. Ian Curtis
13.11.08

Fui ver o filme no fim-de-semana passado. Gostei. Certo que a história está um pouco mais fraquinha que no primeiro, mas vá, a coisa perdoa-se. É o Bond. Nunca se espera histórias daquelas. Mas o homem, falo da personagem, está convincente. Ouso dizer: o melhor de todos. Não digo dizer melhor que o Sean, porque esse é já mítico. Mas depois daquele, o melhor. Blasfémia? Não.

O homem convence. É duro. Frio. Afinal, é um agente secreto. Afinal salva o mundo. Não é uma menina que ali anda a pedir “drinks”, a fazer olhinhos a tudo o que mexe. Tenho para mim que, e tirando o Sean, todos os Bonds tentavam conquistar até os seus oponentes. Mais, todos os outros pareciam-me incapazes de dar cabo de um bêbado a caminho do coma alcoólico. Este Bond não. Arrefinfa-lhes que nem pêra doce.

Dizem coisas idiotas como: mas ele não diz a frase “Bond, James Bond”. Mas porque raio havia de dizer? Não é um agente secreto? Imaginam a situação, somos todos agentes secretos, estamos em missão e andamos para ai a dizer o nosso nome? Olá, muito boa tarde sou o Manuel, muito prazer. Claro que não. Sim, eu sei. A Frase está nos anais da história pop do cinema. Mas convenhamos, a coisa passa-se bem sem ela.

Insistem com coisas ainda mais idiotas: mas o filme agora é basicamente um filme de acção. Ok, pois é. Mas onde andaram nestes anos? Os Filmes do Bond sempre foram de acção. Um pouco sui generis, mas de acção. Deixem-se de coisas, vá.

E voltam à carga: mas ele não pede a sua bebida. Coitado. Então o raio do homem tem sempre de beber a mesma coisa? Deixem-no desenjoar.

E quanto as chamadas bond girls? Bem, não é o melhor filme sob este prisma. A que faz pandilha com o senhor não larga faísca. Lamento a todos os apreciadores da senhora. A que, por outro lado, se enrola com o Bond, sim. Aquele ar meio coquete, com a sua gabardina – a primeira cena em que aparece – a lembrar aqueles anos 60, tem o seu quê. Lamentavelmente morre pouco tempo depois. E as cenas contam-se em menos dos dedos de uma mão.

Mas moral da história: o filme é bom. Uma fita de entretimento. Pura e simples, com uma personagem credível como o caneco. Deixou um pouco de lado, nisto admito, a sua faceta gentleman para dar largas a uma mais coky. Uma presunção que lhe marca um novo carisma.

Espero o novo.
link do post Eu e o meu Ego, às 16:01 

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